Domingo, 3 de Novembro de 2013

XXV

Transformo os dias em palavras que calo e adormeço,

sufocam na garganta vocábulos esquecidos.

 

Temporais de sonhos, assim as minhas noites.

Assim os meus dias: mudez imposta pela vida,

que me aprisionou numa jaula de palavras.

 

Duras são as mágoas que esqueci. Não lhes reconheço a cor,

recordo a aspereza dos sentidos. E o mundo que

estremece em mim é intemporal, como eternas

estas mágoas que esqueci e de onde acordo para o sonho.

 

Imaterial esta existência, este pulsar de sonhos no

meu coração. Onde a vida, o ser ou o não ser?

Lembrança estremecida, banal silêncio

nas palavras proferidas sem sentido.

 

Quem sois vós, silêncio que maldigo e abençoo,

 mágoa que caracteriza o meu viver?

Sonho abrigado nos afetos, palma de um martírio

imposto ao tempo de te amar, assim os meus dias.

E as noites são silêncio, a comungar das madrugadas

em que espero a alvorada, antecedendo

mais um dia de palavras a calar.


Felipa Monteverde

publicado por Felipa Monteverde às 21:06
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Domingo, 3 de Novembro de 2013

XXIV

Hoje o tempo aconteceu, metáfora que não consigo entender mas apetece-me escrever. Escrever é não dizer nada, por vezes ...

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publicado por Felipa Monteverde às 19:11
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Quinta-feira, 4 de Abril de 2013

XXIII

Descobri as palavras, descobri que tudo são palavras. Palavras que se dizem, que se sentem ou inventam. Palavras que d...

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publicado por Felipa Monteverde às 12:52
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Quarta-feira, 20 de Março de 2013

XXII

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publicado por Felipa Monteverde às 22:33
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XXI

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publicado por Felipa Monteverde às 22:33
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Domingo, 3 de Março de 2013

XX

E o tempo, o que era o tempo nesse tempo? Dor, amor, miséria, era tudo o que eu sentia, pobreza do carinho que não da...

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publicado por Felipa Monteverde às 19:06
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Domingo, 3 de Março de 2013

XIX

Gelavas o amor que então nascia, cobrias de impudor as alegrias que me davas por te dares assim. Mas assim gelado era o ...

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publicado por Felipa Monteverde às 19:02
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