Quinta-feira, 15 de Novembro de 2012

II

Busco o tempo, o sentido que daria
ao mar em que navegam os meus sonhos
aos sentidos que o tempo me aquecia.
E eu dormia só, abraçada
aos sonhos e lembranças de quietas e
suaves madrugadas, em que
os passos que te ouvia eram danças.

 

Danças de sossego e solidão, serenatas
dirigidas ao imaginário fado em que habito,
vãs marés em que ondeio, vagas de
intempéries em que me acostumei a
nada ser a não ser este inconcreto sentimento
de nada de ti ter ou receber.

 

Sonhos são estranhas fantasias
em que o medo se disfarça e se pretende
ser objeto ou entrave para a vida
que ninguém espera em si ou a si prende.

 

Felipa Monteverde

publicado por Felipa Monteverde às 21:16
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