Quinta-feira, 15 de Novembro de 2012

III

Ondas do mar, quem sois vós dentro de mim?

Porquê estas vagas de sentidos

que me assaltam e me puxam para o fundo

de  um corpo que habitei e era fim?

 

Fim de tudo, de ti e de mim e deste mar

onde descobri falsas esperanças

entre sonhos que partiram deste cais.

Cais de nostalgias, de cobardes sensações que

não esqueço, latitudes infinitas destas tardes

em que espero um sonho vão ou um começo.

 

Um começo… ou então recomeçar

a ver o que já vi e não entendo

que o tempo é só um sonho que dormi

no leito de incerteza em que me estendo.

 

Estendo a alma, acalmo esta tensão

que me assola o peito e intensifica as lágrimas

marés das altas vagas em que o sonho

é sempre o tempo que cá fica.

 

Fica aqui, a envelhecer o rosto que outrora

foi mulher amada, numa quieta e quente madrugada

que durou até o sol já se ter posto.

 

Felipa Monteverde

publicado por Felipa Monteverde às 21:24
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