Quarta-feira, 21 de Novembro de 2012

VII

Estou além do tempo,

além da infinita espera em que me afundo e

há sombras que me engolem neste mundo

trevas em que habito e de que me alimento.

 

E o sonho continua

continua a inconstante maré de negras vagas

que me assolam o tempo e criam chagas

na minha pele asperamente nua.

 

Nua a alma, também ela

se estende no tempo e no espaço

na busca incessante de um abraço

que mate esta incerteza dentro dela.

 

Incerteza do ser ou do

não ser ou viver segundo as normas

que o tempo determinou ao ritmo das marés

que devagar invadem todo um corpo a fenecer.

 

Fenecendo em dor de amor que não

deveria assim doer… sendo amor deveria ser

sonho, magia, beijo, rosa, flor.

publicado por Felipa Monteverde às 23:59
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Novembro 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. XXV

. XXIV

. XXIII

. XXII

. XXI

. XX

. XIX

. XVIII

. XVII

. XVI

.arquivos

. Novembro 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds