Terça-feira, 18 de Dezembro de 2012

IX

Viver assim é sentir na alma todas as tempestades

todas as marés que hão de vir quando

tu cá chegas pelas tardes. E tarde é.

Tarde para ouvir o coração ou o espaço que ocupas

no meu peito e na alma, onde oculto tantas

razões para não sorrir.

 

Meu rosto é triste.

Mas só o é por dentro, só por dentro ele deixa

que as marés – vagas de medo e queixa – o inundem

deste amor que mata e dói.

 

Dói-me o sentido, dói-me o mar em que habito

e não entendo tantas lágrimas

tantas marés a morar dentro de mim.

 

Ó choro que me inundas, vai-te daqui

vai-te do tempo em que secretamente ainda

espero o tempo de sentir que te afundas.

Que te afundas no peito e na alma em que já cri

no rosto que outrora tive ou vi

junto ao meu no travesseiro.


Felipa Monteverde

publicado por Felipa Monteverde às 23:14
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1 comentário:
De Ailime a 19 de Dezembro de 2012 às 21:45
Olá Felipa, emocionante e fabuloso poema.. Fiquei emocionada, porque me diz muito. Beijinhos e Feliz Natal para si e sua Família. Ailime

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