Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2012

X

 

Fado, ó fado, sina ou sorte

que me persegues em todos os passos

nestes caminhos em que abraços

são um balsamo doce para a morte.

 

Morro, morro aqui, só

sozinha neste mar

que me inunda a alma de luar

enquanto me sorri e mata e mói.

 

Ó sonhos, ó pesadelos sem fim

por que me deixais assim perdida?

De todos os destinos que há na vida

por que me calhou este em que nasci?

 

É fado ou sina ou sorte

é sonho, fantasia, utopia

o querer amar, amar um dia

sem me lembrar que amar é a minha morte

sem recordar que eras tumba em que eu jazia?

 

Jazia… como um barco ancorado

entre as mansas águas de um mau fado

que me tornava enfim cova vazia.


Felipa Monteverde

publicado por Felipa Monteverde às 22:36
link do post | comentar | favorito
1 comentário:
De Ailime a 18 de Janeiro de 2013 às 14:24
Felipa, poesia de elevado nível! Nada inferior a muitos poetas conhecidos . Beijinhos Ailime

Comentar post

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Novembro 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. XXV

. XXIV

. XXIII

. XXII

. XXI

. XX

. XIX

. XVIII

. XVII

. XVI

.arquivos

. Novembro 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds