Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2012

XI

E eu sei lá, eu sei lá quem não vivo

quem não me conheço ou sou

quem a minha alma quer ou recordou

num sonho ou pesadelo ou mar esquivo.

 

Mar de mim, mal de amor

mar de sentidos inexatos

que me toldam o olhar e escondem factos

e mudam negras marés em falsa cor.

 

Cor de rosas, de palavras,

de sentidos ou poemas esquecidos em

dias que se foram, já perdidos

tantos sonhos em que não acreditei.

 

E se o tempo parasse?

Se se desvanecesse esta ânsia no meu peito

esta angústia de nunca ver satisfeito

o desejo de te ver?


Felipa Monteverde

publicado por Felipa Monteverde às 22:38
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1 comentário:
De Ailime a 18 de Janeiro de 2013 às 14:33
Felipa, absolutamente sublime o seu seu poema. Toda esta série de poemas do seu "Mar de Mim" merecia ser publicada! São fantásticos. Bjs Ailime

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