Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2013

XVII

Era um fado antigo,

a sina mais apetecida que eu tivera

ao renunciar a um casto sentido

e dar lugar ao sonho e à quimera.

 

Inventei melodias para satisfazer a dança em mim

de macabros versos que escrevi e que

bailavam entre nostalgias.

 

Nostalgia de amar, de querer bem

de encontrar um fado a perseguir este fado de cantar

que me mantém viva e a chorar o amor caído

 entre as cinzas de um fogo renascido.

 

Renascido do nada, pomba que anuncia a paz que anseio

o avançar da noite e a madrugada em que

o nascer do dia é a alvorada

em que o sol virá trazer quem desespero.


Felipa Monteverde

publicado por Felipa Monteverde às 23:54
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1 comentário:
De Ailime a 5 de Fevereiro de 2013 às 19:50
Acho tão belo este poema, que me faltam as palavras. Só sei que me emocionei. Beijinhos Ailime

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