Domingo, 3 de Março de 2013

XVIII

Sonhos de nada eram o tempo e a madrugada em que
chegavas, rosto gelado de neve e assombro pela
inquietude desta estrada.
Estrada da vida, caminho percorrido na ansiedade de
encontrar um leito e uma verdade que te satisfizessem
sem cansaço. E um abraço
era tudo o que ansiavas e pedias
era tudo o que de mim tu só querias
era o fogo em que ardia o meu corpo e sufocavas.

Chegavas e partias, eu ficava novamente em prantos
marés de sal e de temor em tantas recordações vazias
quantos sonhos de amor jamais teria.

Amor é fogo, dizias sem querer
no abraço que eu tardava a oferecer
nas palavras que jamais te ouvi dizer.
E eu era isto, esta sede de amar, este fogo
a queimar a alma e o corpo em que habitavas.

Sofria só, esta angústia e ânsia em mim trancadas
tantas aguardadas madrugadas e o meu leito arrefecido
jamais apetecido em manhãs assim geladas.

Felipa Monteverde
publicado por Felipa Monteverde às 19:00
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