Domingo, 3 de Março de 2013

XIX

Gelavas o amor que então nascia,

cobrias de impudor as alegrias que me davas

por te dares assim. Mas assim gelado era o teu corpo

e apenas no meu ser havia fogo

que em ti se transformava em mar de mim.

 

Mar de mim, mar em mim,

e era tudo o que eu sentia, era esse

sentimento de azia, era esperança vazia

que me inundava o peito e envenenava

o sabor que do teu beijo em mim ficava

o gosto do prazer com que eu te amava.

 

Amava-te, amava-te e morrias

matavas sempre em mim essa paixão

dormias no meu peito e então eu percebia

a extensão dessa verdade, que o amor é fogo que arde e

não se vê ou então é gelo, gelando a quem crê que

o amor pode ser alma, sonho e fé.

 

E era só o mar, era o mar que em mim ficava

era a silenciosa madrugada, era o desespero de

ficar presa ao instinto de saber que ao teu lado eu iria morrer

nas ondas deste mar de negras águas em que

me afundo e adormeço.


Felipa Montevrde

publicado por Felipa Monteverde às 19:02
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