Quarta-feira, 20 de Março de 2013

XXII

Pedacinho de mim, quem o quer ser

quem quer em minha alma habitar

quem quer ser rosa ou cravo a ofertar

ao amor que o tempo e a noite irão matar?

 

Não sei os cravos, o canteiro recusou esses

craveiros em que as flores eram sangue e agonia.

Só as rosas ficaram. Mas a seu tempo

todas elas murcharam e o perfume foi intensa melodia

que ao meu peito invadiu e o feriu.

 

As rosas e os cravos flores belas são

mas matam e destroem corações

que se entregam à paixão e ao amor e

cravam um no outro amarga dor.

 

Recusei os cravos, não recebi as rosas

ficou meu coração amargurado e fundiu-se no tempo,

aguardando novo sonho, novo fado

canteiro ou roseiral plantado

em jardins de ilusões, sinas ou prosas.

 

Felipa Monteverde

publicado por Felipa Monteverde às 22:33
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1 comentário:
De Ailime a 23 de Março de 2013 às 15:53
Boa tarde Felipa, majestoso poema que me traz ao pensamento várias ideias nesta fusão de sentimentos que as flores nos transmitem! Muito belo. Um beijinho. Ailime

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