Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2013

XV

Nada em ti é claro,

obscurece o sonho e nada sei ou vejo.

Todas as marés são mar que invejo,

navio navegando em sonho vago.

 

Navio que persegue quem eu sou

nas marés de sal e dor que me torturam;

pensamento de nostálgica amargura

que na minha mente se abrigou.

 

Penso em ti... lembro-me de nós

e vejo que quem eras nunca foste.

Que fingias ser dia e eras noite.

Que me dizias mel e eras fel após.

 

Não pretendo retornar à casa antiga,

não pretendo ser o eco dos teus passos.

Não quero mais prender-me nos teus laços,

não quero que os teus olhos me persigam.

 

Sou maré, tu és maré.

Nossas vagas encontram-se e combatem.

Nossas almas abraçam-se e se abatem,

aves mortas caindo aos nossos pés.

 

Felipa Monteverde

publicado por Felipa Monteverde às 21:39
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XIV

Já viste um sonho a fenecer?

Sabes como esmorece um ideal?

Nas profundas marés de mágoa e sal

aprofundo a dor de te amar e não querer.

 

O amor deveria ser cântico suave

melodiosa ária que abrigasse nobres versos

poesia que harmonia criasse em todo o espaço do universo.

 

Mas tal não é verdade, o amor

não é cântico suave em noite de luar

o amor é um punhal, gume a cravar

na alma pela alma que ousa amar

auto flagelação de um verbo a conjugar.

 

Felipa Monteverde

publicado por Felipa Monteverde às 21:37
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Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2013

XIII

Fervi paixões, marés de sal e alegria

felicidade efémera e sombria que me

transformaram em frustrada e tardia.

 

Tardia nas palavras, no carinho que transmito

na inconsciência em que habito ao largo

deste mar, mar de trevas com marés de solidão

altas vagas de intensa compaixão

que por mim sinto…

 

Mas não deveria ser assim

esta auto comiseração dentro de mim

não deveria existir, nada mais fiz ou faço

a não ser deixar que o amor me inunde

que o meu coração se expanda e fecunde

a minha alma, que para ti vive

que no fogo da paixão imola o tempo

em que te espero e renasço nessas cinzas em que ardi.

 

Felipa Monteverde

publicado por Felipa Monteverde às 23:33
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