Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2013

XVII

Era um fado antigo,

a sina mais apetecida que eu tivera

ao renunciar a um casto sentido

e dar lugar ao sonho e à quimera.

 

Inventei melodias para satisfazer a dança em mim

de macabros versos que escrevi e que

bailavam entre nostalgias.

 

Nostalgia de amar, de querer bem

de encontrar um fado a perseguir este fado de cantar

que me mantém viva e a chorar o amor caído

 entre as cinzas de um fogo renascido.

 

Renascido do nada, pomba que anuncia a paz que anseio

o avançar da noite e a madrugada em que

o nascer do dia é a alvorada

em que o sol virá trazer quem desespero.


Felipa Monteverde

publicado por Felipa Monteverde às 23:54
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XVI

E o sonho continua,

pesadelo, dor ou sombra fugidia

que atormenta as minhas noites e os meus dias

que transforma o amor em dança de loucura

que aos pares se dança e às almas arrepia.

 

Sonho, ó sonho vão em mim,

por que me corrompes com teus medos

com este formigueiro nos meus dedos

com esta esperança em bancos de jardim?

 

Num banco de jardim te esperei

num banco de jardim renunciei ao

melhor que havia em mim, quando

quem eu era teve fim e da cinza nasceu uma quimera.

 

Quimera que persigo, utopia que mantenho

fogo ardendo em triste e negro lenho

que me imola a alma por castigo.


Felipa monteverde

publicado por Felipa Monteverde às 23:52
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